Mostrando postagens com marcador Ponto de Vista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ponto de Vista. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de março de 2012

O que acontece com o cinema nacional?


Inicio este Ponto de Vista com outra pergunta, além da do título, em relação ao cinema nacional. O que acontecerá com o cinema brasileiro com esta repentina invasão devastadora e errada de cinebiografias? Será um retrocesso ou a sua pura extinção!
Vamos aos fatos reais... O cinema, brasileiro e hollywoodiano, é dividido por fases distintas. No caso de Hollywood, primeiro pela transição dos filmes mudos para os grandes clássicos como “E o Vento Levou...”, “Casablanca”, “Cantando na Chuva”, “Bonequinha de Luxo”, “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?”, passando por “Os Embalos de Sábado à Noite”, “E.T. - O Extraterrestre”, “Indiana Jones”, “Jurassic Park”, “Titanic”, e os tecnologicamente avançados “Matrix”, “O Senhor dos Anéis”, “Avatar”, “Hugo” e, voltando ao cinema mudo, “O Artista”. Obviamente que existem muitos outros filmes que deveriam entrar nesta lista (e na dos filmes nacionais também), mas serei o mais curto possível.
O meu objetivo ao listar estes filmes é mostrar que nem sempre uma boa história precisa usar e abusar da tecnologia. Os melhores filmes de todos os tempos são aqueles que vão, nesta minha lista, de 1939 à 1993, quero dizer, desde “E o Vento Levou...” até “Jurassic Park”.
Em se tratando do cinema nacional posso listar “O Pagador de Promessas”, “Terra em Transe”, as diversas pornochanchadas, “O Quatrilho”, “O que é isso Companheiro”, “Central do Brasil”, “Cidade de Deus”, “Bicho de Sete Cabeças”, “O Auto da Compadecida”, “Lisbela e o Prisioneiro”, “Olga”, “Se Eu Fosse Você”, “Cabra-Cega”, “Tapete Vermelho”, “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”, “Tropa de Elite”, “O Homem que desafiou o Diabo”, “Assalto ao Banco Central” e “Dois Coelhos”.
Entrando no tema principal deste meu Ponto de Vista, as cinebiografias. Sempre tive a certeza de que no Brasil a cada passo dado, dois são regredidos... E, infelizmente, no cinema isso está acontecendo ou está prestes a acontecer, já que esta maldição está pairando no ar.
Nos últimos dez anos, foram produzidos filmes sobre as vidas de Pelé, Zezé di Carmago e Luciano, Lula, e agora querem – e estão produzindo – as cinebiografias de Marina Silva, Restart, Tiririca, Calypso e Luan Santana. Deveriam fazer filmes de pessoas com vidas e histórias interessantes, pessoas que de alguma forma contribuíram para o país ou para a cultura nacional: Tom Jobim, Oscar Niemeyer, Vital Brazil, Santos Dumont, Clarice Lispector, Cecília Meireles, Tarsila do Amaral, Osvaldo Cruz, Roberto Carlos e outros tantos. A de Silvio Santos está saindo do papel, está aí um bom exemplo de vida.
Lá fora, contaram a história de pessoas que realmente tiveram uma vida para se contar. Édith Piaf foi incrivelmente ressuscitada por Marion Cotillard, Michael Sheen e Frank Langella reviveram o Caso Watergate em “Frost/Nixon”, o rei Jorge VI foi brilhantemente vivido por Colin Firth em “O Discurso do Rei”, e Meryl Streep deu show fazendo Margaret Thatcher.
Temo que esta onda de cinebiografias nacionais atinja Neymar, Adriano, Gaby Amarantos, Latino... Geisy Arruda. E falando em biografias que serão produzidas ou adaptadas para o cinema, virá aí – pelo menos até onde eu sei – o filme sobre a vida de Whitney Houston. Esta história interessantíssima, e triste, deveria ser contada por Eve.

* A foto que ilustra este Ponto de Vista é do filme “Olga”, de 2006, que conta a história de Olga Benário, interpretada divinamente por Camila Morgado

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

2011: O Ano Que Não Terminou


“Ai, ai ai ai, está chegando a hora...” diz assim o refrão de uma das mais famosas marchinhas de Carnaval, que levou Cármen Costa ao estrelato. Com esse simples verso, começo a me despedir de 2011, um ano ímpar (problemas com isso) e que, talvez, tenha sido o pior dos meus 22 anos nos sentidos financeiro, pessoal e emocional...
Ano este que me fez saber o que é a mediocridade humana e ter conhecimento de que planejamento nem sempre é sinônimo de realização... No fim, a frustração sempre vence.
Com meus pés no chão tentarei viver 2012 com a mais tradicional e feliz música de passagem, que diz assim: “Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo (ou a maior parte) se realize no ano que vai nascer, muito (o essencial) dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender. Para os solteiros, sorte no amor e numa esperança perdida. Para os casados, nenhuma briga, paz e sossego na vida”.
Para expressar o que espero e desejo para todos em 2012, sem ilusões e com algumas exceções, recomendo a letra de “Marcas Do Que Se Foi”, de Os Incríveis:

“Esse ano quero paz no meu coração,
Quem quiser ter um amigo, que me dê a mão
O tempo passa e com ele caminhamos todos juntos
Sem parar
Nossos passos pelo chão vão ficar.
Marcas do que se foi,
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce novo em cada amanhecer.
Ôuo!
Marcas do que se foi,
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce novo em cada amanhecer.
Esse ano quero paz no meu coração,
Quem quiser ter um amigo, que me de a mão
O tempo passa, e com ele caminhamos todos juntos
Sem parar
Nossos passos pelo chão vão ficar.
Marcas do que se foi,
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce novo em cada amanhecer.
Ôuo!
Marcas do que se foi,
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce novo em cada amanhecer”.


Viva cada dia como se fosse o último. Sem ilusões de como será o amanhã, sem pensar como foi o ontem e sem medo de ser feliz. Você pode escolher como viver, então, viva com todas suas forças, da melhor e mais liberal maneira. Nós podemos melhorar, podemos mudar até o último momento. Expulse de seu dia a dia as frases ou pensamentos que comecem com “E se...”, ou, “Como seria...”.
Como 2011 ainda não terminou, espero eu ter alguma coisa para comemorar e agradecer nesta última semana do ano. Desejo que seja um ano para se acabar com as diferenças, amar e ser feliz... E que venha 2012!!! Guilherme Arantes já dizia “amanhã será um novo dia”...
Entrando em contradição, mas com um espírito de esperança, finalizo este ano e este Ponto de Vista parafraseando o mestre Paulo Coelho: “Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela”!!!


FELIZ 2012!!!


VOLTO NO ANO QUE VEM...



Gostaria de desejar uma excelente entrada a todos os que me acompanham neste blog, aos queridos seguidores, alguns leitores e muitos visitantes. Que o novo ano seja repleto de paz, amor, saúde e realizações para todos nós!!!

Me permitirei alguns dias de descanso e voltarei em 2012!!!

“Ano novo, vida velha. A vida é mais do que calendários, fusos ou orbita gravitacional”, já disse Carlos Heitor Cony.

Até breve, Pedro Colombo!!!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Bicho Homem



“Nós seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Portanto quem chuta ou maltrata um animal é alguém que não aprendeu a amar”.
(Chico Xavier)

Sempre fui defensor do Código de Hamurabi, principalmente em se tratando da lei de talião, aquela que diz “olho por olho, dente por dente”.
Papai, oficial reformado das Forças Armadas, sempre disse que só o povo pode mudar um país. Mas nós, inúteis brasileiros, estamos, suponho eu, acomodados e conformados com esta situação de IMPUNIDADE!!! Serviço comunitário, quando a “justissa” o determina, assim como o pagamento de uma multa irrisória, é o mesmo que nada... Ou seja, IMPUNIDADE!!!
Resolvi escrever este Ponto de Vista por uma recente, covarde e triste onde de violência contra os animais, sobretudo contra os cachorros, nestas duas últimas semanas. Comecei a escrever este artigo depois de abrir a minha caixa de pandora – meu disco rígido – e encontrar algumas imagens, obviamente retiradas da internet, de animais em lindas pessoas e integradas com o ser-humano. Não sei quem são seus autores e muito menos quem as colocou no meu laptop. Coincidentemente, na mesma semana em que dois algozes maltrataram seus cães. O primeiro aconteceu em Tanabi, no interior de São Paulo, onde um canalha espancou um filhote de boxer, de seis meses, até quebrar a mandíbula do inocente animal. A agressão foi motivada simplesmente porque o cãozinho havia mordido o celular do covarde. Mas eu pergunto: O que fazia um celular ao alcance do boxer? O canalha foi multado em R$ 1.500!
O segundo caso, o que mais me indignou, por conta das imagens que circulam no YouTube, é o de uma enfermeira vagabunda que matou um yorkshire na cidade de Formosa, em Goiás. Qual adjetivo, além de covarde e assassina, seria o melhor para classificar esta “pessoa” nojenta conhecida pela alcunha de Camila Corrêa Alves de Moura Araújo Santos? Cadela, seria um insulto às fêmeas canídeas que cuidam de seus filhotes com zelo e amor. Chamá-la de puta, é ofender as filhas das mães portuguesas. Ordinária, é pouco, e animal é muito!
Uso as palavras que Rosana Hermann tuitou para expressar minha esperança, não na Justiça, mas nos homens: “Só mantenho a esperança no futuro porque tem criança que ainda chora quando alguém mata uma formiguinha”.
Se a nossa Constituição já é falha para os crimes cometidos pelo homem contra o próprio homem, o que será dos pobres, ingênuos e indefesos animais irracionais vítimas do bicho homem?
Só nos resta pedir: #CamilaDeMouraPresa!!!!!

P.S.: A pessoa que filmou a ordinária enfermeira assassina poderia ter discado 190 e chamado a polícia antes que ela concluísse o crime! É importante ressaltar que esta violência foi cometida diante de uma criança de 3 anos... O que será desse menino??? Que belo exemplo, “mãe”!!!

Foto: Reprodução/Twitter

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Cala boca, Bolsonaro!!!


O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) deu mais uma mostra de sua incapacidade de representar o povo. Na última quinta-feira, durante um discurso na Câmara dos Deputados, o nobre parlamentar homofóbico questionou a sexualidade da presidente Dilma Rousseff, quando falou sobre a campanha para combater o preconceito contra homossexuais nas escolas. “Dilma Rousseff, pare de mentir! Se gosta de homossexual, assuma! Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma, mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau”, disse Bolsonaro.
Além de ofender a presidente, o deputado se equivocou ao dizer que o Kit Gay 2, como ele próprio se referiu, é uma covardia. Covardia é o bullying que os estudantes homossexuais sofrem todos os dias.
Bolsonaro não só faltou com o decoro parlamentar, conforme colocou o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), como faltou com o respeito a maior autoridade política deste país.
Sem muito me estender neste Ponto de Vista, finalizo com um velho ditado popular que diz assim: “Quem desdenha quer comprar”. Bolsonaro, saia do armário!!!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Beijo Papal


Vivemos num mundo onde qualquer forma de se expressar o amor é sempre muito bem-vinda. Acontece que nem todos têm a mesma opinião que a minha, como alguns políticos e fundamentalistas religiosos, ou fundamentalistas políticos-religiosos conservadores.
Escrevo este Ponto de Vista para expressar o meu pensamento, liberal, sobre a campanha da Benetton que, na última semana, causou polêmica mundial ao juntar “inimigos” políticos numa simples e bem-feita montagem de beijo. As fotomontagens usadas na campanha Unhate, da grife italiana, mostram um ato de carinho para combater a cultura do ódio, valorizar e pedir paz e a compreensão, e não um ato a favor do homossexualismo.
As imagens trazem alguns líderes políticos e religiosos dividindo o mesmo espaço e selando esta “parceria” com um beijo. Nas montagens aparecem Barack Obama (Estados Unidos) e Hugo Chávez (Venezuela), Obama e Hu Jintao (China), Papa Bento XVI e o imã do Cairo, Safwad Hagazi, Benjamin Netanyahu (Israel) e Mahmoud Abbas (Palestina), Angela Merkel (Alemanha) e Nicolas Sarkozy (França).
Até onde sei, a única entidade que entrou em vias de fato para expurgar as imagens foi o Vaticano, que demonstrou sua insatisfação com a campanha ao entrar com um processo judicial para evitar que as imagens fossem difundidas. O porta-voz da sede da Igreja Católica, padre Federico Lombardi, disse que o beijo papal é uma ofensa aos fieis. “Isto é uma grande falta de respeito pelo Papa, uma ofensa contra os sentimentos dos fiéis e um claro exemplo de como a propaganda pode violar regras elementares de respeito pelas pessoas só para atrair atenção pela provocação”. Após o protesto católico, a Benetton retirou as imagens de circulação. “Sentimos muito que o uso de uma imagem do Pontífice e do imã ofendeu fiéis desta maneira”, comentou a grife, argumentando que a campanha tinha como intenção combater o ódio. A democrática China censurou nas redes sociais todas as referências sobre o caso. A Casa Branca, através de seu porta-voz, Eric Schultz, disse desaprovar o uso da imagem presidencial em publicidade, mas não informou se entrou em contato com a Benetton para expressar sua posição.
Falta de respeito e ofensa à humanidade é vermos a quantidade de pessoas que passam fome no mundo, é sabermos da existência de milhões de pessoas que vivem na absoluta miséria em todo o planeta. E de muitas coisas feitas e escondidas pela Santa Igreja. Isso é vergonhoso!!! O Beijo Papal foi uma maneira de, repito, combater a cultura do ódio, já que sabemos da imensa influência católica.
“O ódio, tal como o amor, alimenta-se com as menores coisas, tudo lhe cai bem. Assim como a pessoa amada não pode fazer nenhum mal, a pessoa odiada não pode fazer nenhum bem”, já dizia Balzac.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Pobres e estudantes não devem ir à Copa


Em primeiro lugar, gostaria de dizer que este artigo não foi escrito por um elitista discriminatório, muito menos por quem ama o futebol ou por um bairrista que se opõe a visitação das pessoas dos diversos lugares do Brasil e do mundo, e de suas respectivas classes econômicas, à Praia da Copacabana.
O título deste Ponto de Vista, “Pobres e estudantes não devem ir à Copa”, reflete o meu livre pensamento sobre o direito, ou não, à meia-entrada para os jogos da Copa do Mundo em 2014, assunto pertencente e pertinente à Lei Geral do evento. Nós, estudantes ou não, sabemos que a coisa mais fácil passiva de falsificação é a “bendita” carteirinha de estudante. Este documento não é padronizado, sendo assim muitas escolas, ou entidades de ensino, plastificam uma simples folha com seus dados jurídicos junto com os dados e a foto do aluno. Sem nenhuma marca d’água ou símbolo holográfico. Qualquer possuidor de um bom scanner consegue fazer e vender o dito cujo. O secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, que esteve em Brasília no início da semana até comentou sobre a possibilidade de falsificação. “Os estudantes compram meia-entrada com uma identificação que é apresentada na hora da retirada. E nós imprimimos nossos ingressos pouco antes dos jogos, por questões de segurança. Mas estamos trabalhando com o governo brasileiro para chegarmos a um acordo sobre isso”. A carteirinha que possuo é idêntica a um cartão magnético, de banco ou de crédito. Seria fácil cloná-la, mas onde o “bandido” teria acesso. Quando, raramente, vou ao cinema, não a apresento... Em dias de promoção, nada de 50%. Ultimamente, tenho me permitido não sair de casa... Estou preferindo ficar recluso, isolado, às vezes fazendo contato com o mundo exterior via internet... Só isso! Telefone? Tenho deixado fora do gancho! Celular? Estou sem os carregadores do convencional e do smartphone! Portanto... Desvencilhado das radiações não ionizantes. Quero dizer que há alguns meses não vou a shows, teatro ou exposições. Desta maneira eu não sei onde poderia usar o tão sórdido privilégio!
Voltando ao secretário-geral da Fifa... Durante sua passagem pela capital federal, Valcke discutiu a Lei Geral da Copa do Mundo de 2014... Na Câmara dos Deputados. Num momento em que um ministro diz que só cairá se for derrubado à bala... Transporte público, saúde, segurança... E outras qualidades que o “nosso” Brasil tem a dar de exemplo! Além, é claro, da ameaça iminente de uma nova crise! Coisas que realmente precisam ser discutidas, mas que são colocadas na próxima pauta para o Brasil é sim o país do futuro... O país da Copa e dos Jogos Olímpicos de 2016.
Sobre o preço dos ingressos para ver – prevejo, vexatória – campanha da selecinha brasileira, como diz meu guru José Simão. Para que os estádios lindos, grandiosos e superfaturados sejam destruídos pelos vândalos alcoolizados e vândalos letrados ou não. O brasileiro é tão sutil que é capaz de se matricular numa faculdade qualquer, EAD inclusive, só para ter direito à meia-entrada.
O benefício, digo meia-entrada, também poderá ser usado pelos idosos... Aí tudo bem, já que os senhores e senhoras que moveram a economia deste país com seu árduo trabalho por mais de 30, 40 anos, recebem uma aposentadoria chula! “Não queremos mexer na lei nacional. Dissemos à presidente [Dilma Rousseff] que temos um problema técnico, não financeiro. Em vez de haver diferentes grupos com direito a meia-entrada, propus que implantemos uma categoria especial, reservada apenas para os brasileiros”, disse Valcke sobre o direito à meia-entrada para idosos. Em relação a isso, ressaltando que concordo com estas palavras, vemos muitos idosos terem seus direitos desrespeitados no nosso dia-a-dia. Especificamente no quesito viagem de ônibus... Desde 2006, as pessoas acima dos 60 anos com renda inferior a dois salários mínimos têm direito à viagem interestadual gratuita... Nem sempre isso acontece, as viações informam que as vagas foram “preenchidas”... Quantas poltronas futebolísticas serão disponibilizadas aos nossos sábios?! Uma para cada 10 mil entradas inteiras vendidas!?!?!?
Sobre o preço do ingresso popular, o equivalente à meia-entrada... US$ 25 ou algo em torno de R$ 43. Este valor, para muitos brasileiros, é irrisório, mas para outros tantos é o “suficiente” para se passar o mês. E terá muita gente que usará o seu Bolsa Família para garantir seu assento! Quero dizer com isso, que o Brasil, apesar de estar indo economicamente bem, não é um país de pessoas ricas o suficiente para desfrutar o lazer, financeiramente falando.
Chegando a parte final, deste já arrastado Ponto de Vista, quero comentar o comentário – olha minha redundância – feito pelo Pelé, que me recuso tratar de rei!
O senhor de 71 anos, portanto com direito à fila preferencial e meia-entrada, disse que a culpa em relação aos pontos polêmicos da Lei Geral da Copa é do ex-presidente Lula, que aceitou às imposições da FIFA para conseguir o direito de sediar a competição. “A questão da meia-entrada não é novidade nenhuma (...) É bom dizer que a Fifa não tem culpa de nada”, disse a personificação da arrogância e hipocrisia, acrescentando “Sou brasileiro, vou ajudar para que meu país possa organizar a Copa da melhor maneira. Tenho orgulho do meu país, se Deus quiser vamos fazer uma boa Copa”.
Pelé, se você é tão brasileiro quanto diz, tem orgulho do seu país, quer ajudar e para isso invoca o nome de Deus, peça algo para melhorar a qualidade de vida dos miseráveis que vivem na precariedade deste país. Doe a mínima parte de seu patrimônio para isso, ou pelo menos, ligue seu nome e, obviamente, seu prestígio para ajudar quem realmente necessita! Você é influente e se quer falar alguma coisa, não fale merd@!!!
Pobres e estudantes não devem ir à Copa, sabe por quê? O pobre não tem dinheiro e o estudante deveria estar na faculdade ou no colégio!
O leitor já reparou que até a logomarca do evento leva a "mão" ao rosto, demonstrando sua precipitada vergonha... Ou dor de cabeça?!

P.S.: Falando em estudantes e meia-entrada, como ficará a situação dos jogadores brasileiros que não estiverem escalados? Todo famoso, ou subcelebridade, quer ser VIP... É claro que estes boleiros não se enquadram no perfil de estudante!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Se é pela falta de democracia, fora arruaceiros!!!


Há duas semanas, a USP se transformou num covil de vândalos letrados. No último dia 27, a Polícia Militar do Estado de São Paulo abordou e deteve três estudantes que fumavam maconha no campus. A atitude legal foi vista, por alguns alunos, como arbitrária. Fato este que culminou na invasão, por cem estudantes, do prédio de administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). No dia 1º de novembro, foi realizada uma assembleia com mais de 1.000 pessoas para decidir se os estudantes deveriam ou não desocupar o prédio. A maioria, 559 alunos, aprovou a decisão. Na madrugada do dia seguinte, um pequeno grupo que perdeu na votação e, portanto, contrário à decisão tomada em assembleia – e legitimada pela democracia – resolveu invadir o prédio da reitoria. Os mesmos invasores, aqueles que não aceitaram a decisão democrática, afirmam que desocuparão a reitoria caso isso seja aprovado em uma assembleia geral dos alunos.
Na última quinta-feira, a Justiça determinou a reintegração de posse da reitoria e deu um prazo de 24 horas para que os alunos deixassem o prédio. No sábado, a mesma Justiça aceitou um acordo proposto pelos arruaceiros e adiou a desocupação para às 23h desta segunda-feira. A Justiça também determinou que seja usada a força policial para a retirada dos manifestantes.
Os vândalos letrados exigem que a PM deixe o campus e que os processos administrativos contra 20 alunos, envolvidos em manifestações anteriores, sejam extirpados. Para tentar findar um acordo que culmine na paz estudantil, a reitoria promete revisar os processos contra os alunos e conceder a “anistia”, além de criar grupos de discussão sobre o convênio da Universidade de São Paulo com a Polícia Militar.
É de grade valia ressaltar que os policiais passaram a ter uma maior atuação na USP, em setembro, após o pedido dos alunos para que a segurança no campus fosse reforçada. A medida foi solicitada depois que o estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, foi morto com um tiro na cabeça no estacionamento da faculdade de Economia, em maio.
De um lado, “estudantes” pedem que o reitor João Grandino Rodas deixe o comando da Universidade de São Paulo, assim como a Polícia Militar deixe de fazer seu trabalho e permita o uso de maconha, já que a prisão de três alunos, pelo uso da Cannabis sativa, foi o estopim para a invasão. Do outro, os verdadeiros estudantes combatem o protesto vândalo e defendem a permanência da PM na cidade universitária, ressaltando a informação de que falta segurança.
Compactuo com a decisão da Justiça em autorizar o uso da força policial para retirar os baderneiros da reitoria. Acredito que o prazo para a desocupação não deveria ter sido postergado, mas, para evitar um confronto maior, defendo esta atitude. Defendo também, que após a saída dos “estudantes”, seja por vontade própria ou pela força dos homens da lei, a minoria baderneira seja expulsa da, talvez, universidade mais importante do Brasil. Quantos estudantes, bons e honestos, gostariam de ter sua graduação na USP? Quantos deles perderam suas vagas para dar lugar aos outros “estudantes”? E no meio destes “estudantes”, alguns levantam as bandeiras do PCO, MNN e LER-QI enquanto outros recobrem seus rostos com camisetas e toucas ninja, no estilo peculiar dos bandidos e dos bandidos presos em dias de rebelião. Se é pela falta de democracia, fora arruaceiros!!! E força PM... Nos dois sentidos!!! Falta pouco mais de uma hora para que a desocupação estudantil comece.

Foto: Reprodução/Mundo das Tribos

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Covardes têm atitudes assim...


Infelizmente, escrevo este Ponto de Vista para comentar uma atitude de um cara covarde que, segundo a colunista Fabíola Reipert, atende pelo de Thiago de Carvalho Cunha. Na edição desta segunda-feira do “Jornal Hoje”, da TV Globo, a repórter Monalisa Perrone foi inesperadamente atacada por dois vândalos durante um link direto do Sírio-Libanês, hospital paulistano onde está o ex-presidente Lula em início do tratamento contra um câncer de laringe. Para quem assistiu aquela assustadora e deselegante cena viu “apenas” um empurrão. Depois do ataque, o link foi rapidamente cortado voltando para uma das câmeras do estúdio, onde também assistiam, perplexos, os âncoras do “JH”, Sandra Annemberg e Evaristo Costa.
No decorrer da tarde, novas informações foram surgindo, tomando conta dos sites de notícias, ou de fofoca, assim como os vídeos foram sendo postados no YouTube. Aquele “singelo” gesto, visto por muito como apenas um empurrão, resultou em uma joelhada nas costas, uma queda e um arranhão no joelho da vítima. O agressor, que teve acesso ao local dizendo-se ser um jornalista, fugiu da entrada principal do Sírio-Libanês logo após realizar sua peripécia. Via nota, a Globo disse: “Trata-se de pessoas cujo propósito é aparecer. Não é a primeira vez. Como houve agressão, a TV Globo estuda que medidas legais tomar”. De acordo com a ABI (Associação Brasileira de Imprensa), os agressores são vinculados ao MerdTV, “grupo que já na própria denominação demonstra o baixo nível e o primarismo de suas intervenções”.



O vídeo só mostra o gene "cordial" do animal brasileiro!!! Ser anti-Globo é um direito de cada um, vivemos num país democrático, em que você possui o controle remoto! Agora agredir uma profissional, que estava fazendo seu trabalho e não esperava por isso, é covardia, coisa de canalha! A atitude de Thiago de Carvalho Cunha foi aprovada por alguns e condenada pela maioria das pessoas de bom senso. Aos que o criticaram pela falta de hombridade, meus parabéns. E aos que elogiaram o vândalo, só digo uma coisa, o sinônimo que o melhor classifica: MAU CARÁTER!!!
A ABI divulgou uma nota, assinada pelos jornalistas Rodolfo Konder e James Akel, em que repudia a agressão.
“A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) de São Paulo, estarrecida com o ato de vandalismo contra a jornalista Monalisa Perrone durante sua participação ao vivo no Jornal Hoje, vem prestar solidariedade à jornalista e à direção de jornalismo da Globo, num momento tão delicado onde vândalos agridem a liberdade de imprensa e o trabalho do jornalista.
Jamais, em tempo algum, ato de agressão física é aceito por qualquer motivo que seja. Debates e diferenças de ideias devem ser mostradas em discussões civilizadas e com o mínimo de dignidade.
O ato de agredir publicamente um jornalista no desempenho de sua profissão e no desempenho da informação livre ao povo é o mais baixo de todos os atos, que deve ser punido como tortura contra a pessoa, que foi o que realmente aconteceu, além de ameaça direta e pública contra o povo livre.
A ABI já viveu momentos de defesa da liberdade de imprensa contra as torturas e ameaças de violência contra a liberdade de ideias nos momentos mais triste do Brasil.
Exatamente por isto não podemos deixar de passar este momento de agressão à mídia e à imprensa sem prestarmos solidariedade à Rede Globo e repulsa a todos aqueles que agridem moral e fisicamente a liberdade”.
O tal Thiago de Carvalho Cunha é tão machão, tão valentão, que eu gostaria de vê-lo interrompendo uma das reportagens do Márcio Canuto. Não, ele é tão covarde, tão frouxo, que não arriscaria!

Foto: Reprodução

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

William Waack e WikiLeaks! Mas e o Romário???


Amigo internauta, querido leitor, explicarei no decorrer deste Ponto de Vista porque o Romário entrou no meio! Calme, se aquiete e leia! Depois, se achar válido, pode criticar, mas use o português correto! Vamos ao que interessa.
Mais uma vez o Twitter, com seu TrendingTopics, me motivou a escrever este artigo! Para quem acompanhou o microblog, na tarde desta quinta-feira, o nome do jornalista William Waack apareceu entre os assuntos mais comentados do dia. O nome do apresentador do “Jornal da Globo” surgiu no blog “Brasil Que Vai” como sendo um dos informantes do governo americano, da CIA ou da Casa Branca, segundo três documentos do WikiLeaks. Esta ligação só tomou notoriedade depois que o “JB Online” confirmou com a repórter investigativa Natalia Viana, responsável pelo Wikileaks no Brasil, que dos três documentos existentes, dois foram considerados “confidenciais”.
O primeiro documento relata a visita, em maio de 2008, de um porta-aviões dos Estados Unidos. Cita o nome de Waack por ter ajudado, em suas reportagens do “JG”, a evidenciar o lado positivo que existe nas relações Brasil e EUA, repercutindo aquela visita. O outro documento é referente à última eleição presidencial. Em fevereiro de 2010, Waack informou que havia tido a impressão de que Ciro Gomes era o mais preparado entre os candidatos. A informação foi passada depois de um fórum econômico. Naquela ocasião, o jornalista teria dito que José Serra (PSDB) era “claramente competente” enquanto Dilma Rousseff (PT), “incoerente”. O terceiro documento evidencia que William Waack teria feito uma previsão errada ao ter apontado, em agosto de 2009, que Serra e Aécio Neves (PSDB) tinham concordado em apresentar suas candidaturas para presidente e vice-presidente. O político mineiro tentou concorrer à presidência de seu partido, mas acabou como candidato – eleito – ao Senado por Minas Gerais.
Na minha ingênua e, talvez, ignorante opinião, não vejo absolutamente nada demais. Nada que possa ter prejudicado a soberania, a economia ou o destino político do Brasil. Hoje, um país em desenvolvimento. Acho eu, que William Waack fez o seu papel de jornalista. E qual é o papel de um jornalista? Informar! Na questão em que envolve a opinião expressada sobre o perfil dos candidatos, o jornalista fez seu papel de âncora: OPINAR! Todo mundo falava que Dilma era o Lula de saia, que seria uma marionete nas mãos do, agora, ex-presidente e outros blás, blás, blás! Sobre a aliança Serra e Aécio, todos os veículos, obviamente nacionais, noticiaram e repercutiram essa previsão. O PSDB em um motivo, talvez, de desespero queria juntar a força paulista com a mineira e chegar à presidência da República!
Agora chamar o William Waack de espião do governo americano já é um pouco demais! O fator que mais me motivou a escrever este Ponto de Vista foi a matéria publicada pelo “R7”, portal de notícias da Record, tuitada e retuitada aos montes! Se é para falar... Então vamos aos fatos. Quando William Waack mandou o pessoal da redação do “Jornal da Globo” calar a boca durante a exibição de uma matéria sobre a então candidata Dilma, na edição do dia 26/08/2010, alguns colunistas do “R7” escreveram que o recado teria sido indiretamente à petista! Dias depois, uma colunista de celebridades do mesmo portal afirmou que, por aquele “cala boca”, Waack era visto como antipático. Algo me soa tendencioso!
Não me espantarei se, porventura, diante do vazamento dessas informações, a Rede Globo punirá William Waack com uma carta de demissão! Caso isso, infelizmente, aconteça, temo em ver o jornalista, meses depois, na bancada de um dos telejornais da Record. Já que esta emissora não é baseada na ética!
Falando em ética, um dos comentaristas do Pan de Guadalajara, que está sendo exibido com exclusividade pela Record, é o ex-boleiro Romário, hoje deputado federal pelo PSB-RJ. Este se licenciou e foi para o México deixando suas atividades parlamentares de lado. Justamente num momento em que o Ministério dos Esportes perde seu titular, Orlando Silva. Corre a boca solta que o ex-jogador poderia trocar a Câmara pelo Ministério... E cuidar dos procedimentos relacionados à Copa de 2014!
Entre as propostas do excelentíssimo senhor deputado federal Romário estão algumas de extrema valia e importância como a adoção, pela Secretária de Comunicação Social da Presidência da República, de campanhas permanentes em rádio e TV de combate ao uso de drogas e de campanhas educativas com vistas a combater a discriminação das pessoas portadoras de deficiência, encaminhadas no dia 28 de abril, assim como a alteração do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal - para tipificar a aplicação de qualquer forma de castigo corporal, ofensa psicológica, tratamento cruel ou degradante à criança ou adolescente com deficiência física, sensorial, intelectual ou mental. Esta encaminhada no último dia 11.
Por outro lado, a seriedade cai por tabela quando o deputado assina um requerimento, no dia 13 de julho, pedindo audiência pública para debate e ajustes sobre a importância dos conteúdos e da Disciplina Educação Física. No dia 14 de setembro, este mesmo deputado pede a realização de audiência pública com as federações estaduais de futebol das doze cidades-sedes para debater assuntos relacionados à utilização dos estádios no período subsequente à realização da Copa do Mundo. Finalizando este Ponto de Vista, no último dia 3 de junho o deputado Romário pede a realização, no Rio de Janeiro, de um Fórum Legislativo para debater os desafios, metas e elaborar estratégias para a realização dos jogos da Copa do Mundo 2014.
Se os deputados federais despacham da capital federal, porque carga d’água este fórum deveria ser realizado no Rio de Janeiro. Tá certo que o Rio já foi a capital do Brasil, mas isso até o início da década de 60. Este Romário, deputado ou comentarista do Pan, tá meio atrasado.

Foto: Reprodução

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Viva la vida!!!


Nem Shakira, Ivete, Stevie Wonder, Metallica, Red Hot Chili Peppers, Katy Perry ou Rihanna… O Rock in Rio foi do Coldplay, seja pelo carisma da banda, pelos sucessos apresentados no Palco Mundo, pelo coro de 100 mil pessoas (sic), pela homenagem à Amy Winehouse ao som de “Rehab”. O show apresentado na madrugada do domingo foi digno do encerramento de um festival... Com direito à exibição da bandeira do Brasil, queima de fogos e reverência ao público para fechar com chave de ouro um festival tão criticado por apresentar a diversidade musical. Viva la vida! Viva a diversidade!
Infelizmente a democracia, a inclusão digital e a hipocrisia andam juntas com a mediocridade. Ivete Sangalo mostrou que o axé foi bem vindo. As pessoas têm o conhecimento do line-up e, portanto, podem escolher quem vai ouvir. Antes de qualquer coisa o Rock in Rio é um festival de música, o rock faz parte da marca. Até porque, atualmente, as bandas roqueiras – sejam as de ontem ou as de hoje – andam bem caidinhas.
Katy Perry, Shakira, Coldplay e Stevie Wonder prestaram sua homenagem à música brasileira. Os três primeiros executando Sérgio Mendes em “Magalenha”, “País Tropical” e “Mais Que Nada”. Um compositor e músico brasileiro totalmente, quase, desconhecido pelas novas gerações, da qual pertenço, com desgosto. Stevie Wonder fez um feito – olha minha redundância – acho eu, inédito e histórico, ao cantar “Girl from Ipanema” e ser acompanhado por milhares de vozes entoando a versão genuína, “Garota de Ipanema”, seguida por “Você Abusou”, de Antonio Carlos e Jocafi. Nunca antes na história da música popular brasileira estas canções saíram das bocas de milhares de pessoas!
Sobre os shows dos Paralamas e Titãs, Elton John, Tulipa Ruiz e Nação Zumbi, Milton Nascimento e Esperanza Spalding, Capital Inicial, Snow Patrol, Red Hot Chili Peppers, Legião Urbana e Orquestra Sinfônica, Joss Stone, Janelle Monáe, Baile do Simonal, Jamiroquai, Stevie Wonder, Jota Quest, Ivete Sangalo, Lenny Kravitz, Shakira, Tiê e Jorge Drexler, Zeca Baleiro e Concha Buika, Erasmo Carlos e Arnaldo Antunes, Frejat, Skank, Maná e Maroon 5 só posso dizer: SENSACIONAIS!!!
Um dos pontos negativos relacionados ao evento, não à organização, mas ao público, foi à falta de respeito com o artista. Em alguns shows, enquanto determinado nome se apresentava, o público gritava o nome do próximo a cantar. Coisa que fez com que o Sir Elton John, no primeiro dia, retirasse de sua setlist um de seus maiores sucessos, “Your Song”. Naquele momento o povo pedia por Rihanna... Ela atendeu ao clamor dos jovens brasileiros... Duas horas depois! Quando subiu ao palco foi, rapidamente, vaiada pelas mesmas vozes que gritavam seu nome. Situação contornada pela avalanche de hits, atitude digna da expertise brasileira. Outro ponto negativo foi o susto dado por Axl Rose, que deveria chegar durante a madrugada do domingo, mas só chegou à tarde. Para quem não sabe, o vocalista do Guns N’ Roses, que fechou o Rock in Rio IV, deveria ter embarcado na tarde de sábado, mas não apareceu. A produção do festival teve que fretar um voo para trazer o roqueiro ao Brasil. Puta falta de profissionalismo! Mas falando em Axl, tudo é possível em seu pensamento! O show do lendário roqueiro começou com quase 1 hora e meia de atraso fechando o Rock in Rio IV com uma chuva de sucessos e outra no sentido real da palavra.
Visitando um site, cujo nome não me lembro, li o depoimento de uma jovem dizendo que este Rock in Rio foi melhor que o primeiro, em 1985. Não era nascido, mas duvido já que tínhamos Queen, Baby do Brasil, Scorpions, Nina Hagen, Ney Matogrosso, Rita Lee, Erasmo Carlos, Whitesnake, James Taylor, Kid Abelha e Ivan Lins, só para citar alguns e comprovar a diversidade desde os primórdios do festival. No Rock in Rio II, em 1991, tinha só dois anos... E obviamente não me lembro de absolutamente nada. Na edição de 2001 recordo de dois momentos memoráveis: a desinibição de Cássia Eller e a chuva de copos d´água contra Carlinhos Brown. Sendo assim estou, parcialmente, de acordo com a depoente em questão.
Viva Rita Lee, Lulu Santos, Kid Abelha, Eric Clapton, Rod Stewart, Tears for Fears, Moby, Erasure, Kings of Leon, The Cranberries, James Taylor, Radiohead, Sting, Whitesnake, George Benson, Scorpions, Men at Work e R.E.M… Nomes que sugiro para o line-up da edição de 2013.

P.S.: Eu sei que as três últimas bandas citadas acabaram, mas seria interessante uma única reunião para o Rock in Rio.

Foto: Marcelo Sayão

sábado, 24 de setembro de 2011

Para que tanta idiossincrasia?


O Rock in Rio começou nesta sexta-feira, a meu haver com a noite mais estelar, e com ele surgiram muitas críticas em relação ao line-up do festival. O rock deu mais espaço ao pop e isso não é motivo para tanto alarde. Acho eu, na minha imensa ignorância, que o evento musical, num solo como o brasileiro, de tanta miscigenação, deve sim ser palco para a diversidade de sons e ritmos. Não por acaso, o tema do Rock in Rio diz “todos numa direção, uma só voz, uma canção, todos num só coração, um céu de estrelas...”.
Respeito os músicos, os gêneros, mas não sou obrigado a ouvir muitas baboseiras, por isso tenho a liberdade de escolher o que irei assistir, ouvir e curtir. Sendo assim apreciarei Janelle Monáe, no dia 29, Shakira, Lenny Kravitz e Veveta, no dia 30, Coldplay, Maná e Frejat, no dia 1º, e Guns n’ Roses, no dia 2 de outubro.
Muitas pessoas, talvez as que não conseguiram comprar as entradas para o festival, criticaram e ainda criticam o fato de entre as atrações estarem Ivete Sangalo e Claudia Leitte, as maiores representantes do axé. Mas se pensarmos da forma correta, deixando de lado a pergunta “o que o axé tem haver com o Rock in Rio?”, faço a seguinte indagação: O que o NX Zero tem haver com o rock ou com o Rock in Rio?
Neste mesmo raciocínio, mas saindo do espaço Rock in Rio, vou adiante com Wanessa, Fiuk, Parangolé e os outros que se definem cantores, perguntando qual é a ligação deles com a música? Não há respostas plausíveis. Essa questão se estende aos pagodeiros, funkeiros e outros que afirmam fazer parte da abençoada Música Popular Brasileira.
Vejo a marca Rock in Rio como uma idiossincrasia (se não sabe o que isso significa, joga no Google) que também gerou críticas quando realizado em Lisboa e em Madrid.
E para finalizar, mando uma sugestão aos críticos frustrados deste evento. Comprem uma camiseta com os dizeres: “Eu fui... Tomar no meio do olho do centro do meu c#!”... Isso mesmo que você pensou.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Só quem passou por alguma experiência espiritual tem o direito de falar


Mais uma vez a inclusão digital me obriga a escrever este Ponto de Vista. Na última sexta-feira, o tema do “Globo Repórter” foi a Experiência de Quase Morte. Um assunto polêmico tido, por muitos, como charlatanismo ou insanidade mental. O programa e o tema foram parar nos Trending Topics do Twitter.
Geralmente, os assuntos que tratam de alguma experiência espiritual provocam dúvidas nas pessoas leigas ou “normais”. Não sou espírita, e por isso, não tenho conhecimentos filosóficos ou teóricos que comprovam sua veracidade, mas posso afirmar que tal fenômeno, o espiritual, não necessariamente a EQM, é real. Afirmo e reafirmo com conhecimento de causa. No final do artigo, conto o que passei. Sendo assim, só quem passou por alguma experiência espiritual pode, e tem o direito, de falar.
Antes de qualquer coisa tentarei explicar, para aqueles que não assistiram ao “Globo Repórter” ou quem nunca ouviu falar, o que é a Experiência de Quase Morte.
Em 1975, o Dr. Raymond Moody, psicólogo e parapsicólogo, publicou o livro “Vida Depois da Vida: A Investigação do Fenómeno de Sobrevivência à Morte Corporal”, onde descreve um estudo feito com 150 pessoas que, clinicamente, foram dadas como mortas, mas voltaram à vida relatando o sentimento de paz espiritual, a autoscopia – a experiência de deixar o corpo físico –, a passagem por um túnel, o encontro com entes queridos já falecidos, o apoio de seres espirituais e a vida passando como se fosse um filme.
Do lado cético, a EQM é vista como uma reposta secundária à hipóxia cerebral, isso quer dizer, devido à diminuição do oxigênio no cérebro os pacientes passam a ter a consciência sob uma nova perspectiva e ver a vida passando diante da “morte”, como se fosse um filme, nada mais é do que lembranças bombardeadas pelo cérebro.
Realidade ou imaginação, o fato é que quando alguns pacientes se recuperam passam a ter mudanças no comportamento e em seus pontos de vista. Antes, os que tinham medo da morte, a consideram algo natural. Outros passaram a valorizar mais a vida, reavaliaram suas prioridades e seus valores.
Voltando a minha experiência. Antes de qualquer coisa, digo que não sou um fundamentalista religioso, sou católico de formação, mas hoje não mais praticante... Graças a Deus. Estudei em colégio católico e me formei em colégio adventista. Minha mãe é espírita, com direito a psicografias, e também não praticante. Meu pai, que antes era católico e sempre criticou minha mãe por acreditar no espiritismo, hoje é um grande defensor desta filosofia. Para quem me critica por não seguir nenhuma religião, digo que a religião traz o mal, causa guerras, enriquecimento, fanatismo e hipocrisia. Mas este não é um assunto sobre religião, e sim, experiência espiritual. No caso, a primeira ajuda espiritual, mas a segunda experiência.
Em 2008, num domingo de fevereiro, fui acometido por insuportáveis dores abdominais que me fizeram procurar um gastroenterologista de confiança, fiz vários exames e o resultado me surpreendeu... Absolutamente nada foi detectado, inclusive o médico disse que, com base nos resultados dos exames, viveria por no mínimo mais 100 anos. Preocupado com aqueles exames, pois a dor continuava e era controlada com medicação, procurei por outro grande profissional da saúde, refiz aqueles exames e fiz novos, mas o resultado continuou igual ao anterior.
Por coincidência do destino, na semana seguinte, tomei conhecimento da existência do Lar de Frei Luiz, através de um conhecido praticante do espiritismo, o ator Carlos Vereza. Seguindo as determinações daquela instituição de caridade, realizei um tratamento espiritual, na minha própria casa. Nos minutos iniciais daquela sessão, senti um perfume diferente, tive a sensação de que alguém estava passando as mãos sobre o meu corpo sobre o lençol branco, mas sem tocar no meu corpo. De repente, duas horas depois, me levantei como se estivesse saído de uma mesa de cirurgia e meio grogue sob o efeito de alguma anestesia. Aquela dor, que enraizava como se estivesse levado um chute nas partes baixas, nunca mais voltou.
Tive certeza da minha primeira experiência espiritual dois dias depois daquela tranquila noite no final de julho de 2006. O que parecia um simples sonho, na realidade era meu períspirito em uma visita a um hospital do interior. Estava em Penedo, no Rio de Janeiro, quando meu pai me telefonou informando que o meu avô estava no hospital. Na tarde de uma segunda-feira fui visitá-lo e percebi que duas noites antes eu andava por aqueles corredores. Uma semana depois, meu avô, que estava bem, havia dito que um de seus filhos, morto há mais de 20 anos, estava ali. Horas mais tarde, recebemos a triste notícia!
E são por estes motivos que, volto a repetir, só quem passou por uma experiência espiritual pode se dar ao direito de comentar.

PS.: Se você não assistiu ao último “Globo Repórter”, acesse aqui.

Foto: Reprodução/Internet

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Santa ignorância!!!


Na noite de ontem, São Paulo foi palco para a escolha da Miss Universo. A Band transmitiu o evento da beleza mundial e logo o assunto foi um dos mais comentados do Twitter, entrando para os Trending Topics. Relacionados ao concurso apareciam também Leila Lopes, a Miss Angola e Miss Universo, Bebel Gilberto, que se apresentou na cerimônia, assim como Claudia Leitte, sob a alcunha Claudia Milk, Priscila Machado, representante do Brasil, seu namorado, Bruno de Lucca, e Cleópatra ou Miss Ucrânia. No embalo, entrou o futuro programa de Adriane Galisteu, o “Projeto Fashion”, versão brasileira do “Project Runway”. Mas o povo dizia que a Band estava copiando o formato americano. Bom, o meu assunto não é este.
Voltando ao Ponto de Vista e minha, talvez, santa ignorância. Quando vi o nome da linda e talentosíssima Bebel Gilberto nos TTs fui bisbilhotar o que o povo tuitava. Qual foi minha surpresa? Muito queriam saber “Quem é Bebel Gilberto?”. Num tempo de inclusão digital, as pessoas dotadas da suprema ignorância poderiam dar um Google, mas não, esperam que os outros usuários do microblog respondam suas falácias.
A @Cleycianne perguntou: “Bebel Gilberto é aquela da novela Paraíso Tropical?”. A @ LicaaLooze foi mais além ao fazer esta indagação: “alguem aii ja ouviu falar dessa Bebel Gilberto ?”. Uma sujeita chamada Amanda Rohr, sob o Twitter de @DEUSAEMBRIAGADA, escreveu “POR ACASO ALGUÉM CONHECIA A BEBEL GILBERTO? vai se fuder tanta gente q canta bem nesse brasil e colocam essa naba”. O @fabiobcosta também deu uma fora ao dizer: “Partilho da mesma opinião. @LucianoAmmorim @marcoskant acho a Bebel Gilberto bem experimental. E acho a bossa nova bem FDP”. Suponho que goste do funk ou pagode... Gosto não se discute e eu só lamento! Outros dois, até o momento em que pude suportar ler alguns tuites, disseram barbaridades. “Sou mais o Compadre Washington do que a Bebel Gilberto.”, disse o @Kiko_Cangussu. Acredito que ele é, ou foi, fã do É o Tchan. Sendo assim, não vale a pena estender o comentário. “QUEM É BEBEL GILBERTO? TA NA LISTA DO MANO MENEZES?”, escreveu o @tensoblog... Fazer uma comparação com o futebol da selecinha, como diz o Zé Simão, é infâmia pura! Futebol é fábrica de burrice e violência... Mas como estou falando de ignorância, e cretinices, faz todo o sentido!
No time das pessoas de bom senso, destaque para o @danielpsantoro que deu a genealogia da Bebel. “A galera aqui bagunçando a árvore genealógica da Bebel Gilberto; ela não é filha da Astrud Gilberto; é da Miúcha c/ o João simpatia Gilberto”. Vale lembrar que Bebel também é sobrinha de Chico Buarque, irmão de Miúcha. A Kauana Portugal, ou @excolombina, lamentou não ter visto a apresentação: “Depois de não ter visto a linda da Bebel Gilberto, vou dormir infeliz!”. Enquanto ia escrevendo o este texto surgiram outros tuites, é claro, e destaco, positivamente, estes dois: “Bebel Gilberto no #MissUniverso... que ótima representante da nova mpb! E tem gente no twitter q nunca ouviu ela... galera jovem sinistra!”, disse tudo, @ marifeltran. O @sandroallves parece que também tem o mesmo ponto de vista: “Twittes sem noção do pessoal que não conhece o trabalho da Bebel Gilberto. A musa da new Bossa Nova fez bonito cantando ‘Close Your Eyes’”.
Depois de uma revolta tão grande ao ter a infelicidade de ler tais chulos microtextos cheguei à conclusão de que se a Bebel Gilberto fosse funkeira, pagodeira, fazendeira, rainha de bateira, mulher ou peguete de jogador de futebol, ou, ex-BBB ela seria conhecida. Desta maneira, descobri porque essa talentosíssima cantora se dedica à carreira internacional, especificamente nos Estados Unidos. Em momentos assim tenho, eu, vergonha em dizer que sou brasileiro. Minha sorte em ter cidadania italiana, com uma possível futura naturalização americana, e poder compactuar com o bom gosto estrangeiro em se tratando da boa e verdadeira música brasileira. Finalizando este Ponto de Vista, repercuto o tuite do @chicobarney que disse: “Bebel Gilberto é tipo filme brasileiro que nunca estreia no Brasil”. Tá aí a explicação!

Para quem não conhece, ou nunca ouviu, a Bebel Gilberto...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Qual foi a credibilidade deste Prêmio Multishow?


O Prêmio Multishow de Música Brasileira completou sua maioridade na noite desta terça-feira, mas alguns vencedores realmente me desapontaram... E muito! Resultado de uma votação feita por crianças ou por adolescentes com tal mentalidade simplória! Antes de começar a desenrolar este Ponto de Vista, vamos, então, aos vencedores.

Voto do Público:

Revelação
Monique Kessous

Melhor Música
“Onde Estiver” – NX Zero

Melhor Instrumentista
João Barone – bateria

Melhor Clipe
“Pra Você Lembrar” – Restart

Melhor Cantor
Di Ferrero

Melhor Artista Sertanejo
Paula Fernandes

Melhor Álbum
“By Day” – Restart

Experimente
Garotas Suecas

Melhor Cantora
Paula Fernandes

Melhor DVD de Música
“Multishow Ao Vivo Ivete Sangalo no Madison Square Garden” – Ivete Sangalo

Melhor Show
Luan Santana

Melhor Grupo
Exaltasamba


Voto do Júri:

Melhor Cantor
Marcelo Camelo

Melhor Cantora
Tulipa Ruiz

Melhor Música
“Felicidade”, de Marcelo Jeneci

Experimente
Momo
Nevilton
Criolo

Melhor Grupo
Copacabana Club
Hogger


Voltemos ao Ponto de Vista...

Como o Di Ferrero, do NX Zero, sai como vencedor de uma categoria onde concorreu com Seu Jorge (e Luan Santana)? “Onde Estiver”, da banda de “rock alternativo” citada acima, foi escolhida pelo público como a Melhor Música, mas disputou com “Fugidinha”, de Michel Teló. Paula Fernandes saiu vitoriosa nas categorias Melhor Artista Sertanejo – disputando com Jorge & Mateus – e Melhor Cantora – categoria em que também concorriam Ivete Sangalo e Maria Gadú. Ou é sertaneja ou é cantora! Estas foram algumas das minhas decepções no quesito votação... Definitivamente o grande vencedor do 18º Prêmio Multishow de Música Brasileira foi o mal gosto (com “ele” mesmo, um grande erro). Cenário, homenagem, figurino, Bruno Mazzeo estavam impecáveis... E o dueto de Zeca Pagodinho e Jorge Ben nem precisa de comentários, valeu pela maçante espera!
Deveriam abrir a votação somente para maiores de 18 anos, assim os grandes, e verdadeiros, artistas não seriam desprestigiados por conta do voto do jovem delinquente e de péssimo gosto. Eu acho! Que credibilidade teve esta premiação, salva pelas exceções? Foi um tapa na cara dos apreciadores da boa, qualitativa e verdadeira música!
E o ex-BBB Max na plateia??? Se achando um Jack Nicholson ou George Clooney ou John Travolta num disputado bench do Kodak Theatre... Patético, para não dizer sinistro!
E a apresentação, quase que final??? Fiuk, Paula Fernandes e NX Zero “cantando” um sucesso de Leo Jaime, “A Fórmula do Amor”... A letra diz “se eu não perdi nenhum detalhe, onde foi que eu errei?”. Eu respondo: errei ao assistir... Mas se o próprio, o incrível e atemporal Leo Jaime concordou em fazer aquela apresentação, que deve – ou pelo menos deveria – ter sido ensaiada a dividiu... Quem sou eu para criticar?!?!
E o VMB 2011 vem aí... Temo pelos resultados e comparando com VMA... O temor aumenta mais!!! Acho que vou me fechar num casulo repleto de vinis do Rei Roberto Carlos, da Elis, do Raul, do Jorge Ben, da Rita Lee, do Kid Abelha, do Roupa Nova, do Sérgio Reis, do Chitãozinho & Xororó, do Cazuza e sonhar que a boa música brasileira ou a música de qualidade terá um lindo futuro. Salve Roberta Sá, Marcelo Jeneci, Vanessa da Mata, Filipe Catto e outros talentos, simplesmente, esquecidos do... Esqueci, o que estava escrevendo mesmo?!?!?! Ah, sim, do começo da minha deficiência auditiva!!!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A queda de Jobim


Depois de quatro anos como ministro da Defesa, Nelson Jobim entregou sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff, na noite ontem. A reunião do até então ministro com a presidente durou menos de cinco minutos. Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, Jobim, que antecipou sua volta de Tabatinga (AM), entregou a carta e foi embora.
Na semana passada, o ministro disse em entrevista à TV Folha, do jornal “Folha de São Paulo”, que na última eleição votou em José Serra (PSDB). Jobim, na ocasião, ressaltou que tanto a presidente quanto Lula já sabiam disso. Naquele momento, a mídia caiu em cima dando como certa sua futura demissão. Passaram-se alguns dias e, nesta quinta-feira, começou a circular a nova edição da revista “Piauí” com uma reportagem onde Jobim classifica a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, como “muito fraquinha”, e diz que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, tida como a Dilma a Dilma, “sequer conhece Brasília”. Horas depois, o fato previsto na última semana foi consumado ou noticiado.
Será que a queda do ministro está relacionada ao medo? As previsões midiáticas? Ao fato de conhecer Brasília muitíssimo bem? Ser peemedebista e não petista?
Sobre a reportagem da revista, Jobim disse que não declarou aquilo, mas a direção da “Piauí” afirma o contrário. Queria ler qual foi o contexto da declaração do ministro, agora dilmitido, para aprofundar este Ponto de Vista, mas a minha revista ainda não chegou.
No fato de não conhecer Brasília, a ministra Gleisi ainda é novata! Sarney e Collor são alguns poucos que conhecem muito bem, por sinal, as mazelas da capital federal.

Em tempo:

A assessoria do Palácio do Planalto informou que o diplomata Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores no governo Lula, aceitou o convite para assumir o Ministério da Defesa. Ele é petista!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

“Túnel do Tempo”: Senado apaga e recupera impeachment de Collor


Na semana passada, o Senado sofreu um lapso de memória na inauguração da reformada galeria “Túnel do Tempo” que mostra painéis relembrando, com textos e imagens, os fatos que marcaram a história do Brasil e do Senado.
Uma das principais histórias da memória deste país havia sido “apagada” do corredor, quando um painel com fotos panorâmicas das manifestações populares pedindo o impeachment do então presidente Fernando Collor foi substituído por outros fatos históricos como a aprovação do tratamento gratuito para portadores de HIV, da Lei de Responsabilidade Fiscal, do Código de Trânsito e do Estatuto da Micro e Pequena Empresa. O painel em questão mostra os acontecimentos entre 1991 e 2011, retratando a aprovação destas leis, que ocorreu em 1997 e 1999, mas esqueceu do governo Collor, de 1990 a 1992.
Em nota, sobre o esquecimento, a assessoria do Senado informou: “Os fatos históricos da mais antiga Casa legislativa do país são narrados em dezesseis painéis, com textos e imagens, seguindo a linha cronológica da história do Brasil desde 1822. A partir da Constituição de 1988, a opção dos historiadores foi destacar os fatos marcantes da atividade legislativa. O foco da exposição é mostrar a produção legislativa do Congresso Nacional. A discussão e aprovação das leis é a essência do que faz o parlamento como poder republicano”.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse: “Talvez esse episódio seja apenas um acidente que não deveria ter acontecido na história do Brasil. Não é tão marcante como foram os fatos que aqui estão contados, que construíram a história, não os que de certo modo não deveriam ter acontecido”. Coincidentemente, Sarney é beneficiado pela amnésia de seus eleitores... Realmente fato que não deveria ter acontecido.
Em se tratando de política, ou melhor, políticos, o povo brasileiro e os homens de Brasília sofrem, ou não, com a falta de memória. História é história, não pode e não deve ser modificada, principalmente quando o personagem é o ex-presidente Fernando Collor de Mello. Além de ter sido expurgado do Palácio do Planalto, o homem – usando a linguagem popular – passou a mão no dinheiro dos poupadores. Muitos deles morreram e muitos ainda correm atrás do suado dinheiro guardado que simplesmente sumiu a partir do dia 16 de março de 1990. A história é feita de memória, coisa que por algum motivo desaparece quando o povo brasileiro vai às urnas e se esquece dos escândalos, das promessas não cumpridas e das maracutaias financeiras.
O Senado se esqueceu, mas tão rápido relembrou e voltou o painel ao seu devido lugar para contar a história do Brasil aos visitantes do Congresso Nacional. A população alagoana parece ter sofrido com o mesmo lapso. Depois de ter feito um governo nacional medíocre, para não dizer coisa pior, o senhor Collor foi eleito – com mandato até 2015 – como senador da República, em 2006, se candidatou ao governo daquele estado em 2010, mas devido à recuperação memorial da população, o ex-presidente não chegou ao segundo turno – disputado entre Ronaldo Lessa (PDT) e Teotônio Vilela Filho (PSDB), este reeleito.

Foto: Agência Estado

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Greve: Direito trabalhista ou arruaça trabalhista?


Nos últimos dois dias, São Paulo e a região do ABC sofreram com mais um direito trabalhista assegurado pela Constituição Brasileira, as temíveis e egoístas greves. Na capital, os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram paralisar seus trabalhos para pedir um aumento de 5%. Retomaram suas funções na noite desta quinta-feira depois de algumas negociações, mas nos dias em que se recusaram a cumprir suas funções promoveram um verdadeiro caos na já caótica cidade de São Paulo. Os trabalhadores que diariamente usam os trens metropolitanos tiveram que migrar para o Metrô e para os terminais de ônibus... Meios de transporte que sofrem com o excesso de passageiros nos dias normais e que se empipocaram ainda mais com a paralização. No início da noite, por conta da greve, a metrópole registrava 165 km de congestionamento. Não bastasse isso, os metroviários também reivindicam melhorias salariais e planejam greve para alcançar este objetivo. São Paulo se prepara para mais um caos!
Na região do ABC, os motoristas e cobradores de ônibus recusaram a proposta da desembargadora Sônia Franzine, do Tribunal Regional do Trabalho, que ofereceu aumento de 7,8%, além de 7,8% na ampliação do vale alimentação.
Outra categoria que vive fazendo motins e que nós brasileiros conhecemos muito bem são os bancários. Os caras trabalham num ambiente com ar-condicionado, das 11h às 16h (dependendo da região), com uma hora para o almoço e em um local com segurança armada. Quando fazem sua paralização (regional ou nacional) eles continuam sob o ar-condicionado, com segurança, com horário de almoço. É um verdadeiro ultraje destes prestadores de serviço que prejudicam nós, dependentes dos serviços básicos! Eles querem ferir financeiramente, no caso dos bancários, o banqueiro, no caso dos motoristas e cobradores de ônibus, o empresário, e o governo, quando se trata dos ferroviários e metroviários. Eles pensam isso, mas o grande prejudicado é o verdadeiro trabalhador. Aquele cara que sai de casa às 4h da manhã, pega várias conduções até chegar ao local de trabalho e depois de um estressante e cansativo dia de labuta quer chegar em casa, tomar um banho, jantar e curtir a família! Ou os grevistas acreditam mesmo que o senhor feudal fica no ponto de ônibus ou na estação de metrô esperando o coletivo chegar? Em alguns casos o patrão vai de helicóptero, na maioria das vezes usa seu carro... Com ar-condicionado.
Atenção funcionários da CPTM, Metrô e viações, a melhor maneira de se fazer uma greve, e não prejudicar o trabalhador, é deixar de cobrar o bilhete. Assim vocês atingirão o bolso do empregador e conquistarão o objetivo muito rápido! O prejuízo será maior dando o aumento ou perdendo o lucro? E claro, aquele trabalhador que saiu de casa com o dia ainda escuro poderá sentar em seu sofá e assistir ao “Jornal Nacional”.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Homofobia e intolerância (imbecilidade) religiosa


Nesta quarta-feira, Brasília foi palco de mais um protesto. Seria normal se fosse uma movimentação contra os políticos, mas neste caso foi um protesto sexual e religioso. Uma manifestação contra a lei de criminalização da homofobia promovida pelo pastor Silas Malafaia e batizada de Marcha da Família.
Quem acompanha este blog sabe que religião é uma coisa que eu combato veementemente. Não sou ateu nem agnóstico, apenas não permito que a religião e os seus senhores (leia-se padres, pastores, bispos católicos e evangélicos) decidam o que devo ou não fazer. Tenho fé, sei o é que certo e errado, e isso basta. O Brasil é um estado laico, mas infelizmente a religião – criada pelo homem – tem um poder monstruoso, destrutivo, mentiroso e lucrativo. Juntar política e religião é abominável!!!
Muitos dizem que a política é isenta de religiões, mas sabemos que não é verdade. A maior prova foi a última disputa eleitoral: candidatos se reunindo com líderes católicos e evangélicos, participando de missas e cultos, e mudando suas opiniões sobre os assuntos que arrebatam fieis. E olha quantos religiosos estão “cuidando” do nosso país!
Dentro das próprias instituições religiosas existem homens que abusam de crianças, roubam o suado dinheiro do fiel para construir impérios pessoais. Pastores, bispos, padres, pregadores da santa palavra proprietários de mansões, canais de televisão, luxuosos templos, dólares declarados e como recheio da Bíblia. Mentir, roubar, praticar a pedofilia (tudo isso usando a palavra de Deus) é pecado! Mas são pecados menores do que o homossexualismo? Caso seja, nunca soube que amar fosse pecado!!!
O racismo é crime, mas a homofobia não! Tenho amigos e amigas homossexuais e por conta disso várias pessoas me já perguntaram: “Você é amigo do fulano?!”. Coincidentemente ou não, depois da minha afirmativa a “amizade” se distanciou, acabou! Mas nunca fui indagado sobre ter amigos negros! Se isso tivesse acontecido, seria motivo de ir a uma delegacia e dar queixa? Sinceramente não sei, mas soube de um caso em São Paulo que uma mulher foi proibida de entrar no elevador social por ser negra! Deu processo!
Voltando à comparação racismo e homofobia: posso ser mal interpretado (não é a minha intenção). Os homossexuais são vítimas de preconceito, intolerância, violência, demonização por ter uma opção, digamos, fora do comum! Os negros, índios, brancos, amarelos, albinos pela cor da pele! Cor de pele é uma coisa que não podemos mudar, tá no nosso sangue, na genética. Isso seria motivo para nos sentirmos inferiores? Seria para ter vergonha da nossa essência? Ser diferente é normal! Mais um ponto de reflexão: Jesus Cristo é pintado como um homem louro, olhos claros, o que difere de pesquisas recentes, que mostram que o maior homem de todos tempos era, foi, é moreno!
Mas quando o negócio se remete à criação do mundo, na época de Adão e Eva, na imbecilidade da religião, tudo muda... Muda para pior... Muda para a mediocridade humana! Na época da criação do mundo, Adão e Eva, um homem e uma mulher cometerem o pecado! Qual foi o pecado? Comer a maçã ou o ato de comer... O fruto proibido! O homem e a mulher, uma relação heterossexual. Hoje isso não é pecado! Por outro lado, o fato de tocar no assunto ainda é um tabu, mas a prática já virou banal!
Se os lideres religiosos desejam influenciar a política nacional, porque não pedir melhorias na saúde, na educação, no combate à violência, no combate às drogas? Eles provaram e ainda irão provar que são formadores de opinião... Mas não, isso dá trabalho então tentarão, e provavelmente, conseguirão mudar alguns pontos do projeto de Lei da Câmara 122, se não conseguirem derrubar a lei anti-homofobia.
Diante disso fico imaginando, se é que existe, como seria a vida de um gay, negro e filho de religiosos? Se ele fosse chamado de crente, viado e preto, ao mesmo tempo, por qual injúria o agressor seria “punido”?

Na foto, a Catedral de Brasília.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Finalmente “nasce” uma nova banda... Boa


Eles são curitibanos, apareceram no “Fantástico”, no dia seguinte foram criticados na “Folha”, possuem mais de 3 milhões de visualizações no YouTube com uma música simples, tocante, um clipe profissional... A Banda Mais Bonita da Cidade é a revelação do momento e um dos assuntos mais comentados.
O colunista Álvaro Pereira Júnior, da “Folhateen”, foi infeliz, maldoso e cruel em sua crítica ao dizer que a banda e a música “Oração” são lixos monumentais. Acertou ao falar sobre o vídeo: “é extremamente sofisticado” (...) “dá pra ver a sombra da steady-cam na parede” (...) “gravar em plano-sequência é um tremendo desafio” (...) “não são simples, nem mal-feitos (o vídeo e a música)”. Talvez o maior erro do crítico tenha sido dizer “usam a técnica a serviço do mal”.
Todo mundo tem o direito de opinar, aceitar ou não aceitar a ideia alheia, mas dizer barbaridades de uma banda talentosa é desnecessário. Quantos “cantores”, “bandas” ou “grupos” estão por aí se apresentando nos programas de TV, apresentando “músicas” sem letra, horrorosas e depreciativas? Prefiro citar nomes, mas existem aos montes!
Nos últimos anos, o Brasil tem sido bombardeado por tantos “cantores e bandas” e por poucos cantores e bandas. Curitiba, por sinal, tem sido um celeiro de talentos que me surpreendeu. Ouvi uma banda de folk no ano passado pensando ser um grupo originado dos Estados Unidos ou Inglaterra, mas não acreditei quando soube que a Rosie and Me é da capital paranaense, agora surge mais um talento do sul que me faz acreditar que a música brasileira tem futuro.
Com certeza existem muitos nomes talentosos pelo país todo, mas infelizmente não têm a chance de aparecer na mídia. Sim, eles são independentes e por isso não recebem o tratamento necessário das grandes gravadoras, além do reconhecimento, que investem em nomes e músicas chulas. Aplausos de reconhecimento e orgulho para Claudia Dorei, Roberta Sá, Maria Gadu, Filipe Catto, Thais Gulin, Mariana Aydar, Leo Cavalcanti, Nilze Carvalho, Priscilla Frade, Nise Palhares, Cérebro Eletrônico, Lulina, Eduardo Poyares e tantos outros. Viva a internet, viva a música brasileira e viva a Banda Mais Bonita da Cidade.

Então veja ou reveja “Oração”

sábado, 21 de maio de 2011

Críticas desnecessárias


Um vídeo no YouTube cheio de críticas e ofensas aos policiais militares do Rio de Janeiro me motivou a escrever este Ponto de Vista. O vídeo (no final do artigo) em questão foi feito por uma equipe de jornalismo da TV Brasil e mostra uma abordagem chula feita por dois policiais na Avenida Brasil contra um suspeito que após ser preso, reagir, fugir e ter a petulância de retornar à viatura policial é capturado por um cidadão comum que ficou indignado ao perceber aquela situação desagradável.
Não adianta criticar os policiais. Muitas pessoas expressaram sua revolta contra a atitude policial, comentando o despreparo e, talvez, a incompetência dos militares. Pois bem, minha opinião continua sendo a mesma: bandido se trata com indelicadeza, sem direitos humanos, sem dó nem piedade... Na base da porrada! E esta coisa de que violência gera violência é pura demagogia. Hipocrisia total!
Os policiais poderiam ter atirado contra o marginal, não para causar sua morte, mas para impedi-lo de fugir, o alvo seria uma das pernas... Não atiraram, talvez, por três motivos: Estavam diante de uma câmera de TV, respeitaram os direitos humanos, e, portavam fuzis. Tá certo que um tiro de fuzil não só imobilizaria o sujeito, mas faria com que ele tivesse sua perna amputada.
Uma possibilidade menos severa, porém eficiente, de imobilizar o bandido seria a utilização do taser – uma arma não letal que libera uma descarga elétrica. Outra hipótese seria uma rápida coronhada. Atitudes assim, simples ou não, nos impediriam de ver esta imagem vexatória e poupar aqueles policiais, com uma vergonhosa e injusta remuneração que saem de casa sem saber se voltarão, de críticas desnecessárias.
Independente da atitude tomada pelos militares, de uma maneira ou de outra, os policiais seriam duramente criticados, seja pelos hipócritas defensores dos direitos humanos dos bandidos ou pelos defensores da carnificina.
Finalizando, cumprimento o cidadão que auxiliou o trabalho da Polícia Militar do Rio de Janeiro, e sugiro que ele receba uma medalha de honra ao mérito.



PS: Theodore Roosevelt já disse: "Se eu tiver que escolher entre a paz e a justiça, eu escolho a justiça".